quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013


Eu sou psiquiatra, e em um dia desses me deparei com um caso que arrepiou minha espinha.

Há algum tempo atrás, uma nova família se mudou para meu bairro, um casal por volta de sessenta anos e seu filho, que tinha cerca de 30 anos. O filho era um chamado "eremita" e raramente era visto fora de sua casa. Naturalmente, eu não poderia perguntar diretamente á família, mas era óbvio que eles haviam se mudado para fugir do estigma social.

Dias se passaram, e o filho saíra menos e menos até que finalmente não saía mais de casa. Ele agora era um eremita completo. Todas as noites, eu podia ouvir a mãe dele gritar com ele em seu quarto. As vezes eu encontrava a mãe do menino, ela sempre me cumprimentava com um sorriso, porém sempre parecia pálida e abatida.

Um ano e meio se passaram desde a última vez que tive um vislumbre do filho quando seu pai veio a mim a disse: "Posso pedir-lhe para nos visitar amanhã?" Nunca tinha me envolvido com eles, tanto pessoalmente ou como médico, mas éramos vizinhos, e os vizinhos devem ajudar uns aos outros, portanto aceitei ir.

No dia seguinte, quando os visitei, o pai e a mãe me receberam na porta. “Por favor, venha por aqui", disse a mãe enquanto caminhava e mostrava o caminho para o quarto de seu filho. Ela parou na frente da porta do quarto do filho e de repente gritou "Eu vou abrir a porta!". Assim que ela abriu a porta, ela gritou "Por que você ainda está dormindo? Levante-se!". Ela tirou o edredom da cama. Eu vi o que estava por lá e fiquei mudo de descrença.

Era um manequim, já com a tinta gasta, nu e deitado na cama. Então o pai do garoto disse-me: "A pessoa que eu quero que você veja é minha esposa. Ela não pode suportar a realidade."
~Hope

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